19 agosto 2009

Entidades estudantis mobilizam mais de mil pessoas em Chapecó (SC)




A União Municipal de Estudantes Secundaristas da cidade de Chapecó-SC, com o apoio da União Catarinense dos Estudantes - UCE, UNE, UBES, e demais entidades dos movimentos sociais e sindicais, organizaram uma grande manifestação com mais de mil pessoas em frente à empresa da Sadia.
Os estudantes, maioria na manifestação, participaram ativamente, mesmo sob o sol forte. "Existem pessoas na sociedade que adoram dizer aos quatro cantos que o movimento estudantil não existe mais, que os estudantes se calam diante dos acontecimentos no Brasil. Mas estamos mobilizados aqui em Chapecó, hoje, com mais de mil estudantes universitários e secundaristas para dizer que movimento estudantil existe, sim. Vamos às ruas e estamos presentes no cotidiano das lutas", afirmou Vander Rodermel, presidente da União Catarinense dos Estudantes.

Globo X Record: nessa baixaria os dois lados "têm razão"

As escaramuças entre a Rede Globo e a TV Record produziram um acontecimento no mínimo inusitado: uma baixaria em que os dois lados, no afã de jogar a sujeira do outro no ventilador, têm rompantes de sinceridade.

Nos veículos das Organizações Globo, seguidos por outros como a Folha de S. Paulo, espocaram manchetes nos últimos dias sobre processos contra o bispo Edir Macedo, dono da Record, sobre a ligação desta com a Igreja Universal e prováveis vinculações do dinheiro dos fiéis com o império de comunicação. O Jornal Nacional desta quarta-feira emendou de primeira.

Nas palavras de Fátima Bernardes, "Edir Macedo deu outro destino ao dinheiro doado à Igreja Universal", ao que segue a matéria que busca provar, através de imagens da pregação feita em cultos, que a "religião é apenas um pretexto para arrecadação de dinheiro". De fato, é difícil não considerar a hipótese de haver ligação entre uma coisa e outra e, mais ainda, desconhecer que igrejas podem, eventualmente, fazer o diabo para arrancar dinheiro dos seguidores.

25 anos da UJS: plenária nacional traçará calendário de comemorações

A plenária nacional da UJS, que está convocada pela executiva para os dias 8 e 9 de setembro, na cidade do Rio de Janeiro, abordará uma série de temas que nortearão as atividades neste segundo semestre, dentre os quais se destaca o plano de comemorações dos 25 anos da entidade. A ideia a ser debatida é transformar setembro no mês de comemorações do aniversário, estabelecendo uma agenda com atividades nacionais e locais.

"Existem datas na história de uma Organização que são marcantes e os 25 anos são uma delas. Não existe no Brasil uma experiência de entidade política juvenil, com as características da UJS, que tenha sido tão longeva e tão exitosa. Por isso, há muito o que comemorar", diz Marcelo Gavião, presidente nacional."Além disso, hoje a UJS é uma entidade com forte presença em vários setores de atuação da juventude. Essa data deve ser um momento para mostrar força e divulgar nossas ideias para a sociedade, filiar milhares de jovens. Enfim, é uma ocasião para realizarmos atividades externas, ocuparmos ruas e praças, demonstrar o lastro político que temos e ampliar nossas relações", finaliza Gavião.

UBES apóia Petrobras e convoca 12° CONEG

Junto com o CONEG acontece o 1º Encontro Latino Americano de Estudantes Secundaristas. Fórum deliberativo da entidade reunirá grêmios para definir as últimas ações desta gestão

No ultimo dia 20 de julho, em reunião da executiva da UBES, a direção da entidade convocou o 12º Conselho Nacional de Entidades Gerais, concomitante, ocorre o 1º Encontro Latino Americano de Estudantes Secundaristas, os eventos acontecerão no Rio de Janeiro em 05, 06 e 07 de Setembro.

Na reunião da diretoria foi aprovado a comissão de programação para o CONEG e o regimento interno do congresso. Diversos temas foram tratados na reunião, entre eles: A Petrobras e a importância das empresas estatais, a defesa do investimento do Pré-sal na Educação, além das defesas da soberania nacional e do patrimônio público.

A entidade, em conjuntura, declara apoio a Petrobras, pois entende a importância da estatal para o desenvolvimento do país, tal como a exploração do pré-sal em beneficio da sociedade brasileira, implicando seus recursos a educação. A UBES ainda declara seu apoio ao blog da estatal como fonte de informação e combate ao monopólio da grande mídia.

A UBES ainda ressalta os avanços que o pais teve na educação. Continua sua luta em defesa do fim do vestibular, do REUNE, PróUni e defende políticas publicas e metas para 1ª Conferência Nacional de Educação. Por fim, a entidade ainda aprovou a bandeira de comemoração ao dia do estudante em 11 de agosto, data em que estudantes do Brasil inteiro vão para ruas defender as bandeiras da jornada de lutas da entidade.

Fonte: Do EstudanteNet

30 julho 2009

Presidente da UNE responde aos ataques da mídia

O tratamento dispensado por parte da chamada grande mídia às organizações do movimento social no Brasil sempre foi o da desqualificação, criminalização e combate aberto. Com a UNE a situação não é diferente, mas houve, no último período, uma elevação no tom maldoso e até inescrupuloso com o qual esses veículos têm tratado a entidade que representa os estudantes universitários brasileiros.

A UNE acaba de sair do seu 51º Congresso, um dos mais importantes e o mais representativo da sua história. Mais de 2300 instituições de ensino superior elegeram representantes a este fórum, contabilizando as impressionantes marcas de 92% das instituições envolvidas, mais de 2 milhões de votos nas eleições de base e de 4 milhões e meio de universitários representados.

Nosso Congresso mobilizou estudantes de todo o país, que por cinco dias debateram o futuro do Brasil – a Popularização da Universidade, Reforma Política, Democratização da Mídia, Defesa do Pré-Sal, etc. Se a imprensa brasileira trabalhasse a favor da democracia, esses assuntos seriam manchete em todos os jornais, rádios e canais de televisão e a disposição da juventude em lutar por um país melhor seria divulgada.

No entanto, estes veículos nos dedicaram tratamento bem diferente nestas duas últimas semanas. Cumprindo com fidelidade o ensimanento de Goebbels – uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade – a mídia escandalosamente busca subterfúgios para atacar a UNE, taxando-a de governista, vendida, aparelhada e desvirtuada de seus objetivos. Com isso, tenta impor a todos os seus pontos de vista, sem qualquer mediação ou abertura para apresentar o outro lado da notícia.

Uma destas grosserias tem a ver com o recebimento de patrocínios de empresas públicas por parte da entidade. A UNE nunca recebeu recurso público para aplicá-lo no que bem entendesse. Recebe sim, e isto não se configura em nenhuma irregularidade, apoio para a construção de nossos encontros. Tampouco, estas parcerias comprometeram as posições políticas da entidade. Não nos impediu, por exemplo, de desenvolver uma ampla campanha – com cartazes, debates, passeatas e pronunciamentos – exigindo a demissão de Henrique Meirelles da presidência do Banco Central, que foi indicado por este mesmo governo. Não nos furtamos de apresentar nossas críticas ao MEC por sua conivência ao setor privado da educação, como no caso do boicote que convocamos ao ENADE por dois anos consecutivos.

Mas, onde estavam os jornais, as TV’s, rádios e revistas para noticiar essas manifestações? Reunimos, em julho de 2007, mais de 20 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios para pedir mudanças na política econômica do governo Lula e nenhuma nota foi publicada ou divulgada sobre isso.

Os mesmos jornais que se horrorizam com o fato de termos recebido recursos para reunir 10 mil estudantes de todo o Brasil não parecem incomodados em receberem, eles próprios, um montante considerável de verbas publicitárias do governo federal. Em 2008, as verbas públicas destinadas para as emissoras de televisão foram de R$ 641 milhões, já os jornais receberam quase R$ 135 milhões.

Ora, por qual razão os patrocínios recebidos pela UNE corrompem nossas ideias enquanto todo este recurso em nada arranha a independência destes veículos? A UNE desafia cada um deles: declarem que de hoje em diante não aceitam um centavo em dinheiro público e faremos o mesmo! De nossa parte temos a certeza que seguiremos nossa trajetória!

Com certeza não teremos resposta. Pois não é esta a questão principal. O que os incomoda e o que eles querem ocultar é a discussão sobre o futuro do Brasil e a opinião dos estudantes.

Não querem lembrar que durante a década de 90 os estudantes brasileiros – em jornadas ao lado das Centrais Sindicais, do MST e de outros movimentos sociais - saíram às ruas para denunciar as privatizações, o ataque ao direito dos trabalhadores e a ausência de políticas sociais. Que foram essas manifestações que impediram o governo Fernando Henrique Cardoso de privatizar as universidades públicas através da cobrança de mensalidades.

Não reconhecem que após a eleição do presidente Lula, a UNE manteve e ampliou suas reivindicações. Resultado delas, conquistamos a duplicação das vagas nas universidades públicas, o PROUNI e a inédita rubrica nacional para assistência estudantil, iniciando o enfrentamento ao modelo elitista de universidade predominante no Brasil. Insinuam que a UNE abriu mão de suas bandeiras históricas, mas esquecem que não há bandeira mais importante para a tradição da UNE do que a defesa de uma universidade que esteja a serviço do Brasil e da maioria do nosso povo!Não se conformam com a democracia, com o fato de termos um governo oriundo dos movimentos sociais e que, por esta trajetória, está aberto a ouvir as reivindicações da sociedade.

A UNE não mudou de postura, o que mudou foi o governo e o Brasil e é isso que os conservadores e a mídia que está a serviço desses setores não admitem. Insistem em dizer que a UNE nasceu para ser ‘do contra’. Rude mentira que em nada nos desviará de nossa missão!

Saibam que estamos preparados para mais editoriais, artigos, comentários e tendenciosas ‘notícias’. Contra suas pretenções de uma sociedade apática, acrítica e sem poder de contestar os rumos que querem impor ao nosso país, eles enfrentarão a iniciativa criativa e mobilizadora dos estudantes na defesa de um novo Brasil. Há de chegar o dia em que teremos uma comunicação mais justa e equilibrada. A UNE e sua nova diretoria está aqui, firme e a disposição do verdadeiro debate de rumos para o Brasil!

Augusto Chagas

Presidente da UNE

* Artigo originalmente publicado no site da revista Carta Capital